Estado exportou US$ 63,85 milhões ao país de janeiro a agosto de 2026, com destaque para alumina, carne bovina e alumínio
SÃO LUÍS – O potencial de integração comercial e econômica entre o Maranhão e a Argentina foi tema de reunião em setembro realizada na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) com a presença da Cônsul-geral da Argentina em Recife, Julieta Grande, além de representantes da FIEMA e do setor produtivo.
O encontro discutiu os potenciais e as necessidades do agronegócio maranhense e possíveis caminhos de colaboração com a Argentina, com foco em comércio exterior, tecnologia e desenvolvimento industrial. Na ocasião, o economista Carlos Eduardo Campos, do Observatório da Indústria do Maranhão, apresentou um panorama sobre a relação comercial entre os dois países, incluindo exemplos e dados de exportações e importações.
De janeiro a agosto de 2026, o Maranhão exportou US$ 63,85 milhões para a Argentina e importou US$ 24,89 milhões, com superávit de US$ 38,96 milhões, segundo dados do Comex Stat apresentados pelo Observatório da Indústria. A alumina calcinada liderou as vendas ao país, com US$ 50,72 milhões, equivalentes a 79,43% do total. Na sequência, apareceram a carne bovina desossada congelada, com US$ 6,44 milhões, e o alumínio não ligado em formas brutas, com US$ 6,05 milhões. O estado também exportou carne bovina fresca ou refrigerada e ligas de alumínio.
Nas compras de produtos argentinos, o queijo tipo mussarela respondeu por US$ 13,66 milhões, ou 54,88% das importações maranhenses. O arroz semibranqueado ou branqueado somou US$ 5,56 milhões, enquanto o trigo e a mistura de trigo com centeio alcançaram US$ 5,38 milhões. Esses três grupos concentraram 98,83% do valor importado. A pauta incluiu ainda leite integral em pó, com US$ 277,5 mil, além de partes de torneiras e válvulas e motores pneumáticos.
A reunião foi conduzida pelo vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do CIEMA, Claúdio Azevedo. Participaram os diretores da FIEMA e presidentes de sindicatos, Tânia Miyake (Sindibebidas) e Milton Campelo (Sindicanalcool); Ana Paula Grolli (SIAMA); José Carlos Oliveira, presidente da Aprosoja Maranhão; e o economista Geraldo Cunha Carvalho, coordenador de Ações Estratégicas da FIEMA.